Povo no poder

Vem, vamos embora!

O Brasil anda muito louco. Frações da sociedade que sempre andavam juntinhas tentando nos convencer que tudo estava bem agora estão em guerra aberta. E pior, têm feito de tudo para nos convencer de que são eles os que tentam salvar a pátria e que os outros são os que nos levaram ladeira abaixo.
A Globo está contra Temer, se escuda em Joesley, e tenta mostrar que há caminho possível para a moralização nacional, crendo nela.
Temer ch
ama Joesley de bandido, diz que é absurdo que siga livre após confessar uma penca de crimes contra o país. Diz também que é ele quem poderia levar o país ao reencontro com a estabilidade e o crescimento, aprovando as malditas reformas.
lucha Em episódio de dar inveja a muito filme surrealista, PT, PSDB e PMDB estiveram na justiça eleitoral em postos embaralhados. O PT quer o “Fora Temer”, mas esse fora Temer do tribunal também arrastaria Dilma. O PSDB que entrou com a ação está agora no governo de Temer. E o PMDB antes aliado de Dilma, agora era processado por seu aliado PSDB. No fim, parecia que não, mas estavam todos torcendo (no fundo) para que o julgamento da chapa Dilma-Temer não desse nada.
No meio de tudo isso Aécio “sendo comido”, Lula sangrando Temer por 2018 e Temer sangrando o país para sobreviver.
Ver tudo isso acontecendo nos cansa, deixa ansiosos, desilude. Principalmente, nos deixa confusos em relação a quem ou o que acreditar.
Porém, de tudo que foi dito, faltou “só” o mais fundamental elemento da sociedade: o povo.
Neste jogo discursivo, todos eles têm razão e ninguém merece perdão. Que Joesley tenha seus bens confiscados e vá pagar por seus crimes confessos, que Temer siga do Jaburu pra Papuda e assim por diante. Mas o saldo final de tudo isso depende de nós. Para onde vamos levar o Brasil? Deixar nas mãos da Globo, dos grandes partidos ou empresários a decisão não é uma opção.
Há só um poder que pode nos salvar, é o poder do povo unido, por uma pátria que atenda aos 99% e nunca mais seja refém do 1% que nos afundou nesse mar de lama.

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